Nasci pra ser livre e – quem quiser – que me deixe assim. Tenho dois pares de asas, um desejo infinito no peito e um lado druida que não se cala. Sou guerreiro. Sou taurino. Sou filho da lua. Quero sempre o vôo mais alto, a vista mais bonita, o beijo mais doce... Não gosto de café morno, de conversa mole, nem de noite sem estrela. Sou bem mais feliz que triste, mas às vezes fico distante. E me perco em mim como se não houvesse começo nem fim nessa coisa de pensar e achar explicação pra vida. Explicação mesmo, eu sei: não há. E me agarro no meu sentir porque, no fundo, só meu coração sabe. E esse mesmo coração que me guia e não quer grades nem cobranças, às vezes me deixa sem rumo, com uma interrogação bem no meio da frase: O que eu quero mesmo?
Por isso, eu te peço (de um jeito meio sem vergonha, que é assim que eu costumo ser): se eu gostar de vc, tenha a gentileza de não me deixar tão solta. Não me pergunte aonde vou, mas me peça pra voltar. Sou fácil de ler, mas não tente descobrir porque o mesmo refrão insiste em tocar tanto... Se eu gostar de vc tenha a delicadeza de também gostar de mim. E me deixe ser, assim, exatamente como sou. Meio animal, meio gente. Desconfiado. E independente. E adoradoro de todos os luxos e lixos do mundo...
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