Ceias de Natal são o hábitat preferido de espécies que hecatombe alguma ameaça de extinção: os tipos folclóricos familiares.
Entra ano, sai ano e a única coisa que muda é o penteado de alguns personagens. Às vezes, nem isso. O cunhado se apossa do videokê (cunhados adoram videokês), sobrinhos berram pela casa e sempre chega uma prima que ninguém estava esperando. Pior, carregando um presentinho - justo ela, tão sumida que nem entrou no amigo secreto familiar. Ah, é. Tem isso: o amigo secreto familiar.
Em meio ao blablablá de paz entre os homens, o Natal embute uma ameaça à estabilidade emocional de quem se julga bem resolvido e quase em condições de ter alta da terapia. Juntos, pais, mães, tias, primos - e cunhados - transformam qualquer festa num evento que beiraria o trágico se não mergulhasse no cômico.
Tem aquele tio sofredor e tia animada. Ele sempre sente alguma dor, que os médicos insistem em ignorar; ela é um escândalo, bebe muito, ri alto e puxa o corinho de "discurso, discurso, discurso" em toda história contada.
Temos o crítico e o corpo mole, nada neste mundo existe sem que o primeiro tenha opinião, emitida em voz alta, até para quem não quer ouvir; o segundo jura que vem ajudar a montar o som, instalar a lona e carregar o engradado de champanhe. Chega bem na hora da festa e só sai carregado.
Ah! E a passiva-agressiva, papel geralmente exercido por uma tia mais velha ou uma prima abandonada pelo marido. Para ela, uma pessoa simples, qualquer coisa está bem, tudo é muito bom, o pessoal é bonzinho. Pena que sirvam comida que faz mal a ela, que ninguém toque as músicas de que ela gosta...No mundo ideal, todos adivinhariam seus pensamentos.
Neste ambiente adorável ainda temos o brucutu e a enjoada. Representados respectivamente, por uma barriga de tanquinho e cérebro de tábua de passar, ele carrega geladeiras e barris de bebida, só para que notem seus bíceps; ela come, bebe e troca presentes, mas diz que comida boa, bebida boa e presente bom só numa festa a que foi, muito tempo atrás. "Aquilo é que era festa", suspira.
Encontra-se ainda nesse antro o exibido. Para ele, famosos não têm sobrenome. Sua frase preferida é "Eu falei com o Zé", referindo-se a algum bacana do poder; ela fica num ponto estratégico e não perde um só lance da festa, devidamente comentado a seguir.
O Teen Emburrado e a Alcoviteira: Ele se comunica por grunhidos, acha tudo um tédio e só dá sinais de vida na hora da ceia; a grande ameaça a ele é a Alcoviteira, cujo vocabulário básico tem três frases: "Como você cresceu", para o teen; "Quando você se casa?", para os solteiros; e "Quando vêm os filhos?", para os casados.
A Grande Vítima e o Casal Nem Aí: Esse é o papel da mãe, ninguém ouse ameaçar seu reinado, justo ela que fez sozinha toda aquela comida, sem a ajuda de ninguém e sem esperar cumprimentos, porque ninguém liga mesmo... O casal de primos vem de um bairro distante, tem cinco capetas, chamados de filhos, que destroem a casa em que estão, enquanto os pais aproveitam a festa.
Não seria tão nobre e tão belo tais natais se não fossem dessa maneira. O que não se pode e nem se deve deixar de existir é a união das famílias e o amor que sentem entre si, não importa de que maneira isso acontece, o que verdadeiramente é necessário é que haja paz e força para então assim começarmos um novo ano.
Feliz Natal e um belo ano novo.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Drama funcional.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Férias de mim.
Os acontecimentos da vida, não importa se bons ou ruins, são sempre pra nos ensinar alguma coisa. Se nos trouxeram alegria, ótimo! Se não, com certeza aprendemos alguma coisa. E estamos aqui nesse planeta justamente só para evoluirmos, o que só acontece como resultado do que vivemos e aprendemos. Se você olhar sob um outro ângulo, vai ver que esse ano foi de fato como todos os outros e os fatos são bons ou ruins dependendo do olhar atento de cada um. Como eu sempre digo pros meus amigos: "A felicidade é uma questão de ponto de vista!" (do que acontece em nossa vida), é por isso que estou tirando férias de mim. Férias das dúvidas que me derrubam, das ilusões que me levantam, porque tudo isso é muito temporário. E viver assim de pouquinho, sem nenhuma fixação, às vezes cansa. Então, estou saindo de férias, prometo que volto assim que me encontrar.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Identidade.
"Não sou bom com números, com frases-feitas e com morais de história. Gosto do que me tira o fôlego. Venero o improvável. Almejo o quase impossível. Meu coração é livre, mesmo amando tanto. Tenho um ritmo que me complica. Uma vontade que não passa. Uma palavra que nunca dorme. Quer um bom desafio? Experimente gostar de mim. Não sou fácil. Não coleciono inimigos. Quase nunca estou pra ninguém....Mudo de humor conforme a lua. Me irrito fácil. Me desinteresso à toa. Tenho o desassossego dentro da bolsa. E um par de asas que nunca deixo. Às vezes, quando é tarde da noite, eu viajo. E sem saber busco respostas que não encontro aqui. Ontem, eu perdi um sonho e acordei chorando, logo eu que adoro sorrir...mas não tem nada, não, bonito mesmo é essa coisa da vida: um dia, quando menos se espera, a gente se supera e chega mais perto de ser quem na verdade a gente é."
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Por Arnaldo Jabor.
Sempre acho que namoro, casamento, romance, tem começo, meio e fim. Como tudo na vida.
Detesto quando escuto aquela conversa:
... - Ah, terminei o namoro...
- Nossa, estavam juntos há tanto tempo...
- Cinco anos.... que pena... acabou...
- é... não deu certo...
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou. E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos essa coisa completa.
Às vezes ela é fiel, mas é devagar na cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é muito bonita, mas não é sensível.
Tudo junto, não vamos encontrar.
Perceba qual o aspecto mais importante para você e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro. Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.
E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...
Acho que o beijo é importante... e se o beijo bate... se joga... se não bate... mais um Martini, por favor... e vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer.
Não brigue, não ligue, não dê pití. Se a pessoa tá com dúvidas, problema dela, cabe a você esperar... ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto.
Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta. Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob pressão?
O legal é alguém que está com você, só por você. E vice-versa. Não fique com alguém por pena. Ou por medo da solidão. Nascemos sós. Morremos sós.
Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói. Muitas vezes você vai sentir raiva, ciúmes, ódio, frustração... Faz parte. Você convive com outro ser, um outro mundo, um outro universo.
E nem sempre as coisas são como você gostaria que fosse... A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem todo beijo é para romancear.
E nem todo sexo bom é para descartar... ou se apaixonar... ou se culpar...
Enfim...quem disse que ser adulto é fácil ????
Detesto quando escuto aquela conversa:
... - Ah, terminei o namoro...
- Nossa, estavam juntos há tanto tempo...
- Cinco anos.... que pena... acabou...
- é... não deu certo...
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou. E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos essa coisa completa.
Às vezes ela é fiel, mas é devagar na cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é muito bonita, mas não é sensível.
Tudo junto, não vamos encontrar.
Perceba qual o aspecto mais importante para você e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro. Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.
E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...
Acho que o beijo é importante... e se o beijo bate... se joga... se não bate... mais um Martini, por favor... e vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer.
Não brigue, não ligue, não dê pití. Se a pessoa tá com dúvidas, problema dela, cabe a você esperar... ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto.
Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta. Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob pressão?
O legal é alguém que está com você, só por você. E vice-versa. Não fique com alguém por pena. Ou por medo da solidão. Nascemos sós. Morremos sós.
Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói. Muitas vezes você vai sentir raiva, ciúmes, ódio, frustração... Faz parte. Você convive com outro ser, um outro mundo, um outro universo.
E nem sempre as coisas são como você gostaria que fosse... A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem todo beijo é para romancear.
E nem todo sexo bom é para descartar... ou se apaixonar... ou se culpar...
Enfim...quem disse que ser adulto é fácil ????
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Ele e Ela.
ELE anda cansado das baladas e dos casos furtivos sem sentimentos. Aprendeu a gostar da própria companhia, sem precisar estar em uma turma de amigos todos os sábados. Decidiu que quer um amor verdadeiro… que pode nem ser eterno, mas que traga um sabor doce às suas manhãs, que seja a melhor companhia para olhar a lua. Que ele possa exibir os seus dons na cozinha e o seu conhecimento em vinhos, só para ela.
Quer uma mulher que ele reconheça pelo cheiro dos cabelos, pelo toque dos dedos, pela gargalhada que vai ecoar pela casa transformando um domingo sem graça, no melhor dia da semana. Quer viver uma paixão tranqüila e turbulenta de desejos… quer ter para quem voltar depois de estar com os amigos, sem precisar ficar “caçando” companhias vazias e encontros efêmeros. Quer deitar no tapete da sala e ficar observando enquanto ela, de short jeans, camiseta e um rabo de cavalo, lê um livro no sofá, quer deitar na cama desejando que ela saia do banho com uma lingerie de tirar o fôlego.
Quer brincar de guerra de travesseiros, até que o perdedor vá até a cozinha pegar água. Quer o poder que nenhum dos seus super heróis da infância tiveram… o poder de amar sem medo, sem perigo e sem ir embora no dia seguinte.
Quer provar que pode fazer essa mulher feliz!
ELA quase deixou de acreditar que seria possível ter vontade de se envolver novamente. Foram tantas dores, finais, recomeços e frustrações que pensou em seguir sozinha para não mais se machucar. Então percebeu que a vida de solteira já não está fazendo tanto sentido. Decidiu que quer um amor verdadeiro… que pode nem ser eterno, mas que possa acordá-la com um abraço que fará o seu dia feliz, quer um homem que ela possa cuidar e amar sem receios de que está sendo enganada. Quer a alegria dos finais de semana juntinhos, as expectativas dos planos construídos, o grito de “gol” estremecendo a casa quando o time dele estiver ganhando… a cumplicidade em dividir os segredos.
Quer observá-lo sem camisa, lendo o jornal na varanda… quer reclamar da bagunça no banheiro, rindo e gritando quando ele revidar puxando-a para o chuveiro, completamente vestida.
Quer a certeza de abrir a porta de casa e saber que mesmo ele não estando, chegará a qualquer momento trazendo o brigadeiro da doceria que ela gosta tanto. Quer beijar, cheirar, morder, beliscar e apertar para ter certeza que a felicidade está ali mesmo… materializada nele.
Quer provar que pode fazer esse homem feliz!
ELES estão por aí… sonhando um com o outro… talvez ainda nem se conheçam… mas é só uma questão de tempo, até o destino unir essas vidas que se complementam e estão ávidas para amar e fazer o outro feliz, ou alguém duvida que o universo traz aquilo que desejamos?
Quer uma mulher que ele reconheça pelo cheiro dos cabelos, pelo toque dos dedos, pela gargalhada que vai ecoar pela casa transformando um domingo sem graça, no melhor dia da semana. Quer viver uma paixão tranqüila e turbulenta de desejos… quer ter para quem voltar depois de estar com os amigos, sem precisar ficar “caçando” companhias vazias e encontros efêmeros. Quer deitar no tapete da sala e ficar observando enquanto ela, de short jeans, camiseta e um rabo de cavalo, lê um livro no sofá, quer deitar na cama desejando que ela saia do banho com uma lingerie de tirar o fôlego.
Quer brincar de guerra de travesseiros, até que o perdedor vá até a cozinha pegar água. Quer o poder que nenhum dos seus super heróis da infância tiveram… o poder de amar sem medo, sem perigo e sem ir embora no dia seguinte.
Quer provar que pode fazer essa mulher feliz!
ELA quase deixou de acreditar que seria possível ter vontade de se envolver novamente. Foram tantas dores, finais, recomeços e frustrações que pensou em seguir sozinha para não mais se machucar. Então percebeu que a vida de solteira já não está fazendo tanto sentido. Decidiu que quer um amor verdadeiro… que pode nem ser eterno, mas que possa acordá-la com um abraço que fará o seu dia feliz, quer um homem que ela possa cuidar e amar sem receios de que está sendo enganada. Quer a alegria dos finais de semana juntinhos, as expectativas dos planos construídos, o grito de “gol” estremecendo a casa quando o time dele estiver ganhando… a cumplicidade em dividir os segredos.
Quer observá-lo sem camisa, lendo o jornal na varanda… quer reclamar da bagunça no banheiro, rindo e gritando quando ele revidar puxando-a para o chuveiro, completamente vestida.
Quer a certeza de abrir a porta de casa e saber que mesmo ele não estando, chegará a qualquer momento trazendo o brigadeiro da doceria que ela gosta tanto. Quer beijar, cheirar, morder, beliscar e apertar para ter certeza que a felicidade está ali mesmo… materializada nele.
Quer provar que pode fazer esse homem feliz!
ELES estão por aí… sonhando um com o outro… talvez ainda nem se conheçam… mas é só uma questão de tempo, até o destino unir essas vidas que se complementam e estão ávidas para amar e fazer o outro feliz, ou alguém duvida que o universo traz aquilo que desejamos?
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Ao meu ver, isso é amor!
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que te dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
domingo, 27 de março de 2011
As dores do mundo.
A lembrança dói. Meu cérebro tenta descobrir onde fica exatamente a dor, mas logo desiste, porque tudo dói.
Estou cansado de viver como se já fosse uma pessoa adulta e madura.
Gostaria de voltar a ser criança – um garotinho de seis anos que caiu da bicicleta.
Gostaria de fazer cara de choro e correr aos berros para a cozinha, onde minha mãe me ergueria do chão, me daria um forte abraço e beijaria meu joelho esfolado. Eu pararia de chorar e tomaria leite com chocolate para a dor passar.
Essa é uma das coisas que as pessoas não nos ensinam quando falam de crescer: como lidar com as dores que não passam com um beijo.
Estou cansado de viver como se já fosse uma pessoa adulta e madura.
Gostaria de voltar a ser criança – um garotinho de seis anos que caiu da bicicleta.
Gostaria de fazer cara de choro e correr aos berros para a cozinha, onde minha mãe me ergueria do chão, me daria um forte abraço e beijaria meu joelho esfolado. Eu pararia de chorar e tomaria leite com chocolate para a dor passar.
Essa é uma das coisas que as pessoas não nos ensinam quando falam de crescer: como lidar com as dores que não passam com um beijo.
Por Clarice Lispector
“Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.”
E lá vem a estação.
Foi-se a penumbra hesitante da minha primavera!
Foi-se a maldade dos meus flocos de neve no verão.
Tornei-me outono inteiramente, meio-dia de outono!
Outono nas esferas altas com fontes frescas e silêncio abençoado.
Oh! Venham meus amigos, para que o silêncio se torne mais abençoado ainda!
Foi-se a maldade dos meus flocos de neve no verão.
Tornei-me outono inteiramente, meio-dia de outono!
Outono nas esferas altas com fontes frescas e silêncio abençoado.
Oh! Venham meus amigos, para que o silêncio se torne mais abençoado ainda!
E não foi tudo em vão...
Tenho parágrafo, estrofe, virgula, ponto e as vezes porque não exclamação e interrogação? Para mim toda regra possui sim, uma exceção!
A minha esperança é em saber que minha vida vale mais que uma mera decepção, assim como tenho vontade de viajar o mundo ao lado da pessoa que amo!
As vezes sou neurótico por baladas, festas e afins...mas não resisto à ir até um cinema sozinho só pra entender melhor minhas próprias conclusões!
Sim, eu sou desconfiado em dizer que não coloco minha mão no fogo por ninguém, porém acho a confiança necessária...por isso tem que ser conquistada!
Sou forte em chorar, porém passar por tudo de cabeça erguida...mas quem nunca se sentiu fraco por aqueles que a vida ensina, e não tem a capacidade de aprender?
Meu amor é recíproco amo quem realmente me ama, mas saberei disso quando sentir saudades...então faça para ter valor, não pense muito!
Sonho que o mundo não é só um planeta, e sim uma galáxia propiciada do universo em constante mudança de espaço, porém sei que meu destino é o que esta dentro do meu coração, mesmo sabendo que tudo tem seu significado e razão!
Posso ser muito feliz em dizer que tudo na minha vida valeu, vale e ainda vai valer muito mais a pena, por saber que o que vira ... será minha eterna alegria e gratidão, por sofrer e aprender...ensinar e ajudar, e saber que não foi tudo em vão!
A minha esperança é em saber que minha vida vale mais que uma mera decepção, assim como tenho vontade de viajar o mundo ao lado da pessoa que amo!
As vezes sou neurótico por baladas, festas e afins...mas não resisto à ir até um cinema sozinho só pra entender melhor minhas próprias conclusões!
Sim, eu sou desconfiado em dizer que não coloco minha mão no fogo por ninguém, porém acho a confiança necessária...por isso tem que ser conquistada!
Sou forte em chorar, porém passar por tudo de cabeça erguida...mas quem nunca se sentiu fraco por aqueles que a vida ensina, e não tem a capacidade de aprender?
Meu amor é recíproco amo quem realmente me ama, mas saberei disso quando sentir saudades...então faça para ter valor, não pense muito!
Sonho que o mundo não é só um planeta, e sim uma galáxia propiciada do universo em constante mudança de espaço, porém sei que meu destino é o que esta dentro do meu coração, mesmo sabendo que tudo tem seu significado e razão!
Posso ser muito feliz em dizer que tudo na minha vida valeu, vale e ainda vai valer muito mais a pena, por saber que o que vira ... será minha eterna alegria e gratidão, por sofrer e aprender...ensinar e ajudar, e saber que não foi tudo em vão!
domingo, 13 de março de 2011
Adoração à Lua - Senhora da noite.
"Senhora do céu e da noite, salpicado por estrelas,
Guardadora de nossos sonhos e visões.
Mostra-me como transformarsonhos em realidade
E como viver bem a minha verdade.
Ensina-me a usar minha força de vontade
Para recuperar meu antigo poder.
Revela minhas facetas de sombra e de luz
Para assim alcançar a totalidade.
Mãe, ensina-me a ouvir minha voz interior,
Silenciando o turbilhão da mente
E escutando o teu chamado no pulsar
Do meu coração."
Guardadora de nossos sonhos e visões.
Mostra-me como transformarsonhos em realidade
E como viver bem a minha verdade.
Ensina-me a usar minha força de vontade
Para recuperar meu antigo poder.
Revela minhas facetas de sombra e de luz
Para assim alcançar a totalidade.
Mãe, ensina-me a ouvir minha voz interior,
Silenciando o turbilhão da mente
E escutando o teu chamado no pulsar
Do meu coração."
Por que sempre cobram um título? Mas esta ainda não é a questão deste escrito!
Existem fatos que me impressionam a ponto de tirar de mim o chão. Alias é justamente o fato de se ter um chão que me deixou impressionado por momentos no dia de hoje.
Fico imaginando o rodar eterno que dizem que a terra faz. Fico impressionado por ela ser redonda...fico imaginando ainda mais o ecoar das palavras alheias...ecoam, ecoam, ecoam.
Lançadas no ar, apenas quem está próximo escuta. Mas quem é este próximo que diz escutar? Imagino que o verbo seja uma ação intensa que soa sem que percebamos e que para longe se vai...se vai...se vai. Trazendo consigo, rebeldemente, seu rebento: o retorno.
Mas é bem claro, ao menos comprovado, que a terra se move de forma única, estamos quase sempre posicionados verticalmente sobre ela, e que por vezes, quando desfalecemos, horizontalmente, mas mesmo assim, sobre ela, pois sob é apenas imaginativo, ilusório. Mas se a terra se move de uma única maneira, por que tantas formas de agir possui o ser humano, que igual a todos os seus semelhantes age tão disformes uns dos outros?
Será que por conter em seu corpo, uma grande quantidade de água, segue como o ciclo lunar, repleto de mudanças? Mas se não for isso, será que a terra não é lua azul de algum outro planeta? Ou melhor, será que todas estas mudanças que ocorrem não fazem da terra também uma espécie de lua?
Quero com tudo isso questionar a posição do seres humanos em relação a tudo e a todos...o que parece estar estragando é justamente a posição que ele imagina estar: no centro!
Por Raios! Que chão é esse que o ser humano se equilibra e sente que ele é o fator principal? Ele, como sendo único, únicas são suas vontades? Onde colocou todo o resto, inclusive o respeito ao chão e ao ar que desfrutam? Onde colocou o outro que enxerga seu acenar diante do luar?
Sei que tudo pode ser redito e refeito de outra maneira, talvez mais concreta ou quem sabe mais correta de dizer, mas por hora age ao menos uma vez com emoção e deixe de lado a razão para os que conseguem agir sempre assim. Talvez eu também seja como a lua, talvez eu também desrespeite teorias, mas aceitá-las vendo as ações não correspondidas, por hora, eu não consigo.
Um dia conseguirei decifrar o ser humano em suas vontades...talvez aja tempo para que eu possa entender por que pensamentos assim, disformes, atacam meu ser sem que eu deixe...quem sabe são estes mesmos pensamentos que causam nos alheios posturas “desposturadas”.
Fico imaginando o rodar eterno que dizem que a terra faz. Fico impressionado por ela ser redonda...fico imaginando ainda mais o ecoar das palavras alheias...ecoam, ecoam, ecoam.
Lançadas no ar, apenas quem está próximo escuta. Mas quem é este próximo que diz escutar? Imagino que o verbo seja uma ação intensa que soa sem que percebamos e que para longe se vai...se vai...se vai. Trazendo consigo, rebeldemente, seu rebento: o retorno.
Mas é bem claro, ao menos comprovado, que a terra se move de forma única, estamos quase sempre posicionados verticalmente sobre ela, e que por vezes, quando desfalecemos, horizontalmente, mas mesmo assim, sobre ela, pois sob é apenas imaginativo, ilusório. Mas se a terra se move de uma única maneira, por que tantas formas de agir possui o ser humano, que igual a todos os seus semelhantes age tão disformes uns dos outros?
Será que por conter em seu corpo, uma grande quantidade de água, segue como o ciclo lunar, repleto de mudanças? Mas se não for isso, será que a terra não é lua azul de algum outro planeta? Ou melhor, será que todas estas mudanças que ocorrem não fazem da terra também uma espécie de lua?
Quero com tudo isso questionar a posição do seres humanos em relação a tudo e a todos...o que parece estar estragando é justamente a posição que ele imagina estar: no centro!
Por Raios! Que chão é esse que o ser humano se equilibra e sente que ele é o fator principal? Ele, como sendo único, únicas são suas vontades? Onde colocou todo o resto, inclusive o respeito ao chão e ao ar que desfrutam? Onde colocou o outro que enxerga seu acenar diante do luar?
Sei que tudo pode ser redito e refeito de outra maneira, talvez mais concreta ou quem sabe mais correta de dizer, mas por hora age ao menos uma vez com emoção e deixe de lado a razão para os que conseguem agir sempre assim. Talvez eu também seja como a lua, talvez eu também desrespeite teorias, mas aceitá-las vendo as ações não correspondidas, por hora, eu não consigo.
Um dia conseguirei decifrar o ser humano em suas vontades...talvez aja tempo para que eu possa entender por que pensamentos assim, disformes, atacam meu ser sem que eu deixe...quem sabe são estes mesmos pensamentos que causam nos alheios posturas “desposturadas”.
Melhor sonhar do que viver!
E Gonzaguinha já dizia: "...Eu fico com a pureza da resposta das crianças...É a vida é bonita e é bonita..."
Sabemos que não é bem assim e que mesmo que o bem e o mal existam é indispensável saber vivê-la.
A vida nem sempre é esse mar de rosas e é por isso que é melhor sonhar do que vivê-la. É assim que vou levando, é assim, definitivamente que vou vivendo. Se ainda que vc pense que a vida podia ser bem melhor...Nada te impede de repetir o quanto ela é bela; Se ainda que a sabedoria não seja a sua fiel companheira...Nunca se canse de cantar a beleza de ser um ETERNO APRENDIZ; afinal é nessa vida e não no sonho que temos que aprender de fato tudo sobre o oposto da morte. Ainda acho que sonhar é melhor do que viver!
Sabemos que não é bem assim e que mesmo que o bem e o mal existam é indispensável saber vivê-la.
A vida nem sempre é esse mar de rosas e é por isso que é melhor sonhar do que vivê-la. É assim que vou levando, é assim, definitivamente que vou vivendo. Se ainda que vc pense que a vida podia ser bem melhor...Nada te impede de repetir o quanto ela é bela; Se ainda que a sabedoria não seja a sua fiel companheira...Nunca se canse de cantar a beleza de ser um ETERNO APRENDIZ; afinal é nessa vida e não no sonho que temos que aprender de fato tudo sobre o oposto da morte. Ainda acho que sonhar é melhor do que viver!
sábado, 12 de março de 2011
Você sim é um cagão.
Eu não sou pós moderno. Eu sou pré-arcaico. Do tempo da visão comunitária, não tinha rico, não tinha pobre e na escola todo mundo era igual. Isso está na cabeça do ser humano: O desejo da igualdade.
Sou um catavento. Não vou contra o vento, não.
O vento é a história.
Estou aberto para o andar da história. Se ela involuir eu morro. Mas não está involuindo, está melhorando. Pelo menos, é nisso em que acredito. Sempre fiz o que tinha que ser feito, independentemente do meu medo. Sou normal; os outros é que são - posso dizer um palavrão? - Cagões. Eu não sou cagão por ser diferente.
Sou um catavento. Não vou contra o vento, não.
O vento é a história.
Estou aberto para o andar da história. Se ela involuir eu morro. Mas não está involuindo, está melhorando. Pelo menos, é nisso em que acredito. Sempre fiz o que tinha que ser feito, independentemente do meu medo. Sou normal; os outros é que são - posso dizer um palavrão? - Cagões. Eu não sou cagão por ser diferente.
quarta-feira, 9 de março de 2011
Um Júnior.
Nasci em 28 de abril de 1987, numa casa bem modesta no centro de uma cidadezinha bem pacata no interior de São Paulo. Tem gente que tem vergonha de sua origem. Eu tenho muito orgulho. Sair e refrigerantes só aos finais de semana. Meu avô era comunista ferrenho, me botava pra ler Castro Alves, Monteiro Lobato. Inesquecível!
São essas coisas que dão forma à vida. Você é o que você é. A sua história é a sua maior diferença. O que só você pode contribuir será sempre a sua maior contribuição ao longo da sua vida toda.
Hoje, tenho 23 anos, e tudo isso ecoa numa carcaça cada vez mais velha. Ter 23 anos é chato, mas a outra opção é dramática...
Sou um homem de pouca idade, eu sei. Tenho gastrite, quase uma hérnia de disco, minha memória, principalmente a recente, tá diminuindo, só pode, e a minha vista está começando a dar sinais de péssima visão.
Por causa da minha gastrite meu médico disse que devo evitar gelo, água com gás, refrigerante, bebida, cigarro, pimenta, comidas condimentadas. Ou seja, ele está pedindo a um típico brasileiro que seja um suíço.
Tudo na vida tem seu lado bom.
Eu, que quase sempre fui arrogante, intolerante, de péssimo humor ao acordar, eu, que de tão mala, quando viajo sem mala, pago excesso, estou aprendendo com os anos a não me levar tão a sério.
Não tenho filhos e nem sou casado. Os meus amigos fizeram jus ao meu nome. Ao nome do meu pai e por ser igual ao dele sou mais um Júnior aí. Meus amigos acham que não foi coincidência eu ser um Júnior. Porque, segundo eles, sou mais infantil e mais mimado do que eles. Pura mentira! Nem meu pior inimigo poderia dizer essas coisas, com ar mais caústico e mais cirúrgico. É uma desmoralização e ao mesmo tempo uma graça ser chamado de Júnior. Delícia maior é viajar com eles e ser esculhambado e desmoralizado na frente dos outros por criaturas que eu adoro tanto. Eles me ensinam muito. Animam-me quando estou triste, baixam a minha bola quando estou me achando demais.
Amo viajar sozinho com eles para descobrir o mundo em dimensões diferentes da minha.
Amo e odeio. Além de me chamarem de Júnior na frente das outras pessoas, no particular eles ainda me chamam de Juju, Jujuca, Jujuba...e assim vai! Isso sim, é suprema desmoralização.
A verdade é que como amigão, sou quase como um irmão para os meus amigos. E eles me renovam mais do que qualquer vitamina. Tantas vezes eles já me fizeram mudar de roupa, de cabelo, de pensamento.
A moral da história desse artigo, texto ou uma simples argumentação banal é que, se você quer pensar diferente, se quer ver como o mundo está mudando, posicionar sua empresa na forma moderna, para que o futuro não seja uma ameaça, mas uma promessa, não contrate só consultores.Ouça seus filhos, seus netos, seus amigos mais modernos...ouça a turma deles. Eles esculhambam a gente, a nosso trabalho, os nossos clientes. Mas eles são o ar puro entrando pela janela, guias para o presente e um atalho para o futuro.
A gente fica possesso na hora da esculhambação, dorme pensando e acorda iluminado.
E eu, Júnior, agradeço aos meus amigos por me desmolarizarem a cada segundo e me iluminarem a cada dia.
São essas coisas que dão forma à vida. Você é o que você é. A sua história é a sua maior diferença. O que só você pode contribuir será sempre a sua maior contribuição ao longo da sua vida toda.
Hoje, tenho 23 anos, e tudo isso ecoa numa carcaça cada vez mais velha. Ter 23 anos é chato, mas a outra opção é dramática...
Sou um homem de pouca idade, eu sei. Tenho gastrite, quase uma hérnia de disco, minha memória, principalmente a recente, tá diminuindo, só pode, e a minha vista está começando a dar sinais de péssima visão.
Por causa da minha gastrite meu médico disse que devo evitar gelo, água com gás, refrigerante, bebida, cigarro, pimenta, comidas condimentadas. Ou seja, ele está pedindo a um típico brasileiro que seja um suíço.
Tudo na vida tem seu lado bom.
Eu, que quase sempre fui arrogante, intolerante, de péssimo humor ao acordar, eu, que de tão mala, quando viajo sem mala, pago excesso, estou aprendendo com os anos a não me levar tão a sério.
Não tenho filhos e nem sou casado. Os meus amigos fizeram jus ao meu nome. Ao nome do meu pai e por ser igual ao dele sou mais um Júnior aí. Meus amigos acham que não foi coincidência eu ser um Júnior. Porque, segundo eles, sou mais infantil e mais mimado do que eles. Pura mentira! Nem meu pior inimigo poderia dizer essas coisas, com ar mais caústico e mais cirúrgico. É uma desmoralização e ao mesmo tempo uma graça ser chamado de Júnior. Delícia maior é viajar com eles e ser esculhambado e desmoralizado na frente dos outros por criaturas que eu adoro tanto. Eles me ensinam muito. Animam-me quando estou triste, baixam a minha bola quando estou me achando demais.
Amo viajar sozinho com eles para descobrir o mundo em dimensões diferentes da minha.
Amo e odeio. Além de me chamarem de Júnior na frente das outras pessoas, no particular eles ainda me chamam de Juju, Jujuca, Jujuba...e assim vai! Isso sim, é suprema desmoralização.
A verdade é que como amigão, sou quase como um irmão para os meus amigos. E eles me renovam mais do que qualquer vitamina. Tantas vezes eles já me fizeram mudar de roupa, de cabelo, de pensamento.
A moral da história desse artigo, texto ou uma simples argumentação banal é que, se você quer pensar diferente, se quer ver como o mundo está mudando, posicionar sua empresa na forma moderna, para que o futuro não seja uma ameaça, mas uma promessa, não contrate só consultores.Ouça seus filhos, seus netos, seus amigos mais modernos...ouça a turma deles. Eles esculhambam a gente, a nosso trabalho, os nossos clientes. Mas eles são o ar puro entrando pela janela, guias para o presente e um atalho para o futuro.
A gente fica possesso na hora da esculhambação, dorme pensando e acorda iluminado.
E eu, Júnior, agradeço aos meus amigos por me desmolarizarem a cada segundo e me iluminarem a cada dia.
"Ah! O verão..."
"A melhor coisa é poder viajar
E se livrar do stress desse Mundo
Ficar numa casa ali bem perto do mar
Chegar e ver que as ondas estão rolando,
que os amigos estão juntos à ti e que,
uma paixão pode começar no calor escaldante das areias"
E se livrar do stress desse Mundo
Ficar numa casa ali bem perto do mar
Chegar e ver que as ondas estão rolando,
que os amigos estão juntos à ti e que,
uma paixão pode começar no calor escaldante das areias"
Filosofia, poesia e folia...
Quanto a mim, gosto da vida: borboletas e bolhas de sabão e todas as coisas que, entre os homens, se assemelham a elas. Vendo flutuar essas almas leves, tolas, móveis, pequenas isso seduz Zaratustra a lágrimas e canções. O homem no decorrer dsa sua existência tem sentido muito pouco alegria: esse, somente, meus irmãos, é o nosso pecado original. Um homem de verdade só deseja duas coisas: perigo e brincar, então aos que dançam aos sons coloridos da fantasia, aos que fazem o corpo tremer, voar e mostrar, essas pitadas de folosofia, poesia e folia, escritas por Nietzsche, discípulo de Dionísio, deus do vinho, das festas, das orgias e do prazer...Fantasiado de filósofo ele se junta aos cordões de foliões. Juntemos! Então assim, eu poderia crer somente num deus que dançasse. E quando vi o meu demônio eu o encontrei sério, rigoroso, profundo e solene: era o espírito da gravidade por ele todas as coisas afundam. Não se mata por meio do ódio. Mata-se por meio do riso. Venham, vamos matar o espírito da gravidade! Agora estou leve! Agora eu voo! Agora um deus dança através do meu corpo.
Digo-lhes: É preciso ter caos dentro de si mesmo para ser capaz de dar à luz uma estrela dançante. Até o próximo ano FESTA DA CARNE!
Digo-lhes: É preciso ter caos dentro de si mesmo para ser capaz de dar à luz uma estrela dançante. Até o próximo ano FESTA DA CARNE!
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Viveria sua vida de novo?
Saramago afirma que sim, viveria, repetidamente, ponto a ponto, sua vida de novo, da forma exata como foi. Para ser mais preciso e como dizemos aqui: "sem tirar nem pôr" ou "cuspido e escarrado" (por ora, dispenso os ensinamentos sobre a origem da expressão). E como deve ser bom ouvir isso da boca de alguém. Querido, eu faria tudo de novo. Amor, eu me arriscaria pelas mesmas sendas. Não deve ser fácil ter toda essa disposição. E talvez elas não sejam cem por cento verdade. A vida, como ela é, não passa de ficção, uma narrativa que a gente se conta o tempo todo.
Quantas pessoas diriam "sim" à pergunta? Não sei entre meus parentes e amigos. Talvez meu filho (se um dia o-tiver)ainda não possa responder. Eu mesmo não juntei coragem. O que pensar? Acho que num ponto ou noutro eu remendaria uns espaços em branco. Umas tantas incompreensões ficariam destacadas e eu as reveria. O que anda errado aqui? Não sei. Não é que esteja errado. Foi desvio. Onde estava meu caminho que não tive tempo de vê-lo? Nem sempre é questão de enxergar apenas. Vá vivendo, numa levada Lobão: dez anos a mil. Mas ele mesmo já passou dos cinquenta.
Vida de sonhador. Finjo que sei avaliar o que fui e o que sou. Finjo mais ainda saber o que serei. E não consigo responder se faria tudo outra vez. Esta cena antes daquela. O efeito sempre é outro. E se isto? E se deste jeito? "E se" dá sempre em algo irrespondível. Mas dá gosto pensar "e se" de vez em quando. É questão que só incomoda quem não tem certeza de nada. Todo mundo? Dá conforto pensar que se tem qualquer certeza. Por que um caminho está errado? Por que a gente não se sente feliz? Só pode ser. Eu estava onde deveria estar, para o que o dever me desse. Assim fica mais fácil viver. Melhor do que pensar de outro jeito.
Não me arrisco a dizer um "sim" muito veemente. Nem sempre. Intermitências. Lembro daqui e dali de uns desassossegos. Uns episódios, esparsos, tudo bem, mas que, provavelmente, teriam mudado tudo, inclusive (e principalmente) o lugar do ápice, a epifania e, mais, a conclusão. The end não seria este. Seria um outro, e termino por julgar: melhor?
O fato é que é linear. Por mais que me deem aulas de física ou química e me jurem que o tempo faz curvas, não enxergo com tanta nitidez o ciclo se fechar. Só depois. E aí, já era. Não adianta, adianta? Quantas vezes quis ver mais adiante para ver se valia a pena? Quantas vezes essa vontade (impossível) me doeu? Quantas vezes tive uma inveja doentia das simulações de computador? Diante de uma tela, posso ver se a disposição dos quartos ficará boa ou se caberão todos os meus móveis. Não, assim não dá. Melhor ficar como estava. Que imenso desejo de que existisse uma tecla "undo", o ctrl+z, desfazer. Se não colou, back.
Inveja do "delete", uma imensa mágoa porque ele não existe entre os escombros da minha memória. Eu apago, mas, em geral, o que minha mente faz é recontar tudo, reelaborar, de modo que nem eu posso mais confiar na narrativa dos "fatos" que penso ter vivido. Quem faria isso melhor do que um ser humano?
Assisto ao Efeito borboleta e quase surto. Mais e melhor do que ele, gasto uma tarde assistindo ao Irreversível e meus dias ficam contados. E agora? Não vou mais sair de casa, pensando na importância (e no impacto) de cada pequena escolha, mesmo quando ela é imperceptível para mim. Mas se eu não sair... também estarei escolhendo um caminho.
E aquela gana irrefreável que dá nas pessoas quando acontece uma tragédia? Logo que o avião cai, o rio transborda, o carro bate, a encosta cede, vêm todos lembrar das últimas palavras, que soam, então, como previsão, profecia e aviso. Bem que ele disse que queria se despedir das plantas. Ela abraçou o cachorro e disse à vizinha que não sabia se iria voltar. Minha mãe me beijou diferente hoje pela manhã. Ctrl+z.
Eu não sei se viveria tudo de novo, deste jeitinho. Provavelmente quereria fazer o caminho que aparecia logo ao lado, para ver onde iria dar. E se pudesse concluir algo, faria ao gênio da lâmpada aquele terceiro pedido.
Eu compraria aquela passagem? Naquele dia? Para aquele lugar? Eu diria aquele sim ou aceitaria aquele convite? Eu daria ou não daria as mãos? Recusaria aquele beijo? Leria aquele capítulo? Furaria o sinal? Beberia mais aquele gole? Deixaria de sair? Eu acho, no final, que não saberia mesmo me repetir.
Quantas pessoas diriam "sim" à pergunta? Não sei entre meus parentes e amigos. Talvez meu filho (se um dia o-tiver)ainda não possa responder. Eu mesmo não juntei coragem. O que pensar? Acho que num ponto ou noutro eu remendaria uns espaços em branco. Umas tantas incompreensões ficariam destacadas e eu as reveria. O que anda errado aqui? Não sei. Não é que esteja errado. Foi desvio. Onde estava meu caminho que não tive tempo de vê-lo? Nem sempre é questão de enxergar apenas. Vá vivendo, numa levada Lobão: dez anos a mil. Mas ele mesmo já passou dos cinquenta.
Vida de sonhador. Finjo que sei avaliar o que fui e o que sou. Finjo mais ainda saber o que serei. E não consigo responder se faria tudo outra vez. Esta cena antes daquela. O efeito sempre é outro. E se isto? E se deste jeito? "E se" dá sempre em algo irrespondível. Mas dá gosto pensar "e se" de vez em quando. É questão que só incomoda quem não tem certeza de nada. Todo mundo? Dá conforto pensar que se tem qualquer certeza. Por que um caminho está errado? Por que a gente não se sente feliz? Só pode ser. Eu estava onde deveria estar, para o que o dever me desse. Assim fica mais fácil viver. Melhor do que pensar de outro jeito.
Não me arrisco a dizer um "sim" muito veemente. Nem sempre. Intermitências. Lembro daqui e dali de uns desassossegos. Uns episódios, esparsos, tudo bem, mas que, provavelmente, teriam mudado tudo, inclusive (e principalmente) o lugar do ápice, a epifania e, mais, a conclusão. The end não seria este. Seria um outro, e termino por julgar: melhor?
O fato é que é linear. Por mais que me deem aulas de física ou química e me jurem que o tempo faz curvas, não enxergo com tanta nitidez o ciclo se fechar. Só depois. E aí, já era. Não adianta, adianta? Quantas vezes quis ver mais adiante para ver se valia a pena? Quantas vezes essa vontade (impossível) me doeu? Quantas vezes tive uma inveja doentia das simulações de computador? Diante de uma tela, posso ver se a disposição dos quartos ficará boa ou se caberão todos os meus móveis. Não, assim não dá. Melhor ficar como estava. Que imenso desejo de que existisse uma tecla "undo", o ctrl+z, desfazer. Se não colou, back.
Inveja do "delete", uma imensa mágoa porque ele não existe entre os escombros da minha memória. Eu apago, mas, em geral, o que minha mente faz é recontar tudo, reelaborar, de modo que nem eu posso mais confiar na narrativa dos "fatos" que penso ter vivido. Quem faria isso melhor do que um ser humano?
Assisto ao Efeito borboleta e quase surto. Mais e melhor do que ele, gasto uma tarde assistindo ao Irreversível e meus dias ficam contados. E agora? Não vou mais sair de casa, pensando na importância (e no impacto) de cada pequena escolha, mesmo quando ela é imperceptível para mim. Mas se eu não sair... também estarei escolhendo um caminho.
E aquela gana irrefreável que dá nas pessoas quando acontece uma tragédia? Logo que o avião cai, o rio transborda, o carro bate, a encosta cede, vêm todos lembrar das últimas palavras, que soam, então, como previsão, profecia e aviso. Bem que ele disse que queria se despedir das plantas. Ela abraçou o cachorro e disse à vizinha que não sabia se iria voltar. Minha mãe me beijou diferente hoje pela manhã. Ctrl+z.
Eu não sei se viveria tudo de novo, deste jeitinho. Provavelmente quereria fazer o caminho que aparecia logo ao lado, para ver onde iria dar. E se pudesse concluir algo, faria ao gênio da lâmpada aquele terceiro pedido.
Eu compraria aquela passagem? Naquele dia? Para aquele lugar? Eu diria aquele sim ou aceitaria aquele convite? Eu daria ou não daria as mãos? Recusaria aquele beijo? Leria aquele capítulo? Furaria o sinal? Beberia mais aquele gole? Deixaria de sair? Eu acho, no final, que não saberia mesmo me repetir.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Então de repente, tinha quase certeza.
“Então, de repente, sem pretender, respirou fundo e pensou que era bom viver. Mesmo que as partidas doessem, e que a cada dia fosse necessário adotar uma nova maneira de agir e de pensar, descobrindo-a inútil no dia seguinte - mesmo assim era bom viver. Não era fácil, nem agradável. Mas ainda assim era bom. Tinha quase certeza.”
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
De todos os luxos e lixos do mundo.
Nasci pra ser livre e – quem quiser – que me deixe assim. Tenho dois pares de asas, um desejo infinito no peito e um lado druida que não se cala. Sou guerreiro. Sou taurino. Sou filho da lua. Quero sempre o vôo mais alto, a vista mais bonita, o beijo mais doce... Não gosto de café morno, de conversa mole, nem de noite sem estrela. Sou bem mais feliz que triste, mas às vezes fico distante. E me perco em mim como se não houvesse começo nem fim nessa coisa de pensar e achar explicação pra vida. Explicação mesmo, eu sei: não há. E me agarro no meu sentir porque, no fundo, só meu coração sabe. E esse mesmo coração que me guia e não quer grades nem cobranças, às vezes me deixa sem rumo, com uma interrogação bem no meio da frase: O que eu quero mesmo?
Por isso, eu te peço (de um jeito meio sem vergonha, que é assim que eu costumo ser): se eu gostar de vc, tenha a gentileza de não me deixar tão solta. Não me pergunte aonde vou, mas me peça pra voltar. Sou fácil de ler, mas não tente descobrir porque o mesmo refrão insiste em tocar tanto... Se eu gostar de vc tenha a delicadeza de também gostar de mim. E me deixe ser, assim, exatamente como sou. Meio animal, meio gente. Desconfiado. E independente. E adoradoro de todos os luxos e lixos do mundo...
Por isso, eu te peço (de um jeito meio sem vergonha, que é assim que eu costumo ser): se eu gostar de vc, tenha a gentileza de não me deixar tão solta. Não me pergunte aonde vou, mas me peça pra voltar. Sou fácil de ler, mas não tente descobrir porque o mesmo refrão insiste em tocar tanto... Se eu gostar de vc tenha a delicadeza de também gostar de mim. E me deixe ser, assim, exatamente como sou. Meio animal, meio gente. Desconfiado. E independente. E adoradoro de todos os luxos e lixos do mundo...
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Vivendo...
"Sabemos como é a vida: num dia dá tudo certo e no outro as coisas já não são tão perfeitas assim. Altos e baixos fazem parte da construção do nosso caráter. Afinal, cada momento, cada situação, que enfrentamos em nossas trajetórias é um desafio, uma oportunidade única de aprender, de se tornar uma pessoa melhor. Só depende de nós, das nossas escolhas.
Não sei se estou perto ou longe, se peguei o rumo certo ou errado. Sei apenas que sigo em frente, vivendo dias iguais de forma diferente. Já não caminho mais sozinho, levo comigo cada recordação, cada vivência, cada lição. E, mesmo que tudo não ande da forma que eu gostaria, saber que já não sou o mesmo de ontem me faz perceber que valeu a pena."
Não sei se estou perto ou longe, se peguei o rumo certo ou errado. Sei apenas que sigo em frente, vivendo dias iguais de forma diferente. Já não caminho mais sozinho, levo comigo cada recordação, cada vivência, cada lição. E, mesmo que tudo não ande da forma que eu gostaria, saber que já não sou o mesmo de ontem me faz perceber que valeu a pena."
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Por Florbela Espanca
Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão de meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!
Não vejo nada assim enlouquecida…
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!
“Tudo no mundo é frágil, tudo passa…”
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!
E, olhos postos em ti, vivo de rastros:
“Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: princípio e fim!…”
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão de meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!
Não vejo nada assim enlouquecida…
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!
“Tudo no mundo é frágil, tudo passa…”
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!
E, olhos postos em ti, vivo de rastros:
“Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: princípio e fim!…”
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