Nasci em 28 de abril de 1987, numa casa bem modesta no centro de uma cidadezinha bem pacata no interior de São Paulo. Tem gente que tem vergonha de sua origem. Eu tenho muito orgulho. Sair e refrigerantes só aos finais de semana. Meu avô era comunista ferrenho, me botava pra ler Castro Alves, Monteiro Lobato. Inesquecível!
São essas coisas que dão forma à vida. Você é o que você é. A sua história é a sua maior diferença. O que só você pode contribuir será sempre a sua maior contribuição ao longo da sua vida toda.
Hoje, tenho 23 anos, e tudo isso ecoa numa carcaça cada vez mais velha. Ter 23 anos é chato, mas a outra opção é dramática...
Sou um homem de pouca idade, eu sei. Tenho gastrite, quase uma hérnia de disco, minha memória, principalmente a recente, tá diminuindo, só pode, e a minha vista está começando a dar sinais de péssima visão.
Por causa da minha gastrite meu médico disse que devo evitar gelo, água com gás, refrigerante, bebida, cigarro, pimenta, comidas condimentadas. Ou seja, ele está pedindo a um típico brasileiro que seja um suíço.
Tudo na vida tem seu lado bom.
Eu, que quase sempre fui arrogante, intolerante, de péssimo humor ao acordar, eu, que de tão mala, quando viajo sem mala, pago excesso, estou aprendendo com os anos a não me levar tão a sério.
Não tenho filhos e nem sou casado. Os meus amigos fizeram jus ao meu nome. Ao nome do meu pai e por ser igual ao dele sou mais um Júnior aí. Meus amigos acham que não foi coincidência eu ser um Júnior. Porque, segundo eles, sou mais infantil e mais mimado do que eles. Pura mentira! Nem meu pior inimigo poderia dizer essas coisas, com ar mais caústico e mais cirúrgico. É uma desmoralização e ao mesmo tempo uma graça ser chamado de Júnior. Delícia maior é viajar com eles e ser esculhambado e desmoralizado na frente dos outros por criaturas que eu adoro tanto. Eles me ensinam muito. Animam-me quando estou triste, baixam a minha bola quando estou me achando demais.
Amo viajar sozinho com eles para descobrir o mundo em dimensões diferentes da minha.
Amo e odeio. Além de me chamarem de Júnior na frente das outras pessoas, no particular eles ainda me chamam de Juju, Jujuca, Jujuba...e assim vai! Isso sim, é suprema desmoralização.
A verdade é que como amigão, sou quase como um irmão para os meus amigos. E eles me renovam mais do que qualquer vitamina. Tantas vezes eles já me fizeram mudar de roupa, de cabelo, de pensamento.
A moral da história desse artigo, texto ou uma simples argumentação banal é que, se você quer pensar diferente, se quer ver como o mundo está mudando, posicionar sua empresa na forma moderna, para que o futuro não seja uma ameaça, mas uma promessa, não contrate só consultores.Ouça seus filhos, seus netos, seus amigos mais modernos...ouça a turma deles. Eles esculhambam a gente, a nosso trabalho, os nossos clientes. Mas eles são o ar puro entrando pela janela, guias para o presente e um atalho para o futuro.
A gente fica possesso na hora da esculhambação, dorme pensando e acorda iluminado.
E eu, Júnior, agradeço aos meus amigos por me desmolarizarem a cada segundo e me iluminarem a cada dia.
quarta-feira, 9 de março de 2011
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